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Flash é o agente do “demônho”

15/07/2010


Sim, é oficial! A Apple está deixando bem claro para seus usuários (e para qualquer um que queira ouvir) que a Adobe não é mais a mesma e que seu Flash é  uma praga que deve ser destruída, melhor, crucificada em praça pública.  Pessoalmente acredito que toda essa história é estranha, visto que, a justificativa principal é que trava o Safari (mas não vejo travar os outros navegadores, um problema da Apple) e ser uma ferramenta proprietária (eu tenho uma teoria maior, mas prefiro expor com você e uma cerveja do lado).

Atrás de toda essa cruzada, muitos blogs (e a própria Apple) vem listando todos os contras de fazer um site (ou sequer um banner no topo) em Flash. Muito o que foi escrito eu concordo (MUITO), mas, existem pontos equivocados, principalmente por que foram  escritas por pessoas que sequer usaram o programa, ou, se usaram, a experiência foi totalmente superficial.

Resolvi com este post, deixar minha opinião sobre oque concordo e citar os equívocos. Vamos lá?

O Botão voltar não funciona em sites 100% flash

Esse por muito tempo foi a maior desculpa para não fazer um site em Flash. Com a criação de novas bibliotecas/frameworks em Javascript (como por exemplo o JQuery ou prototype) soluções híbridas foram surgindo para solucionar este problema.

Eu uso a opção disponível nesse site http://www.asual.com/ (acho que está fora do ar, quem quiser me pede que mando o ZIP). Ela integra o Actionscript do arquivo swf com uma classe em Javascript que detecta o acionamento do botão voltar. Muito semelhante as bibliotecas feitas em Jquery (veja aqui um exemplo: http://www.mikage.to/jquery/jquery_history.html). Assim você pode criar um ação em Actionscript que carreque o link anterior sempre que o botão voltar é pressionado.

Convido você a navegar pelos sites em Flash de meu portfolio e usar o botão voltar.

Google não indexa páginas em Flash

Esse é o turnning point, foi o motivo que me convenceu definitivamente a “largar a toalha”. O Google REALMENTE (estou escrevendo isso com muita raiva) não indexa corretamente seu site em Flash. Existem iniciativas que tentam amenizar este problema (a biblioteca do item anterior pode ajudar), mas todas são paliativas, não terão o mesmo resultado comparadas a sites em HTML puro.

O próprio Google já tentou resolver esse problema, atualmente o “robozinho” de indexação consegue abrir o SWF e encontrar os textos e links. Ele “entende” a função getURL (semelhante a tag <a> do html), mas a grande maioria dos sites em Flash (os meus por exemplo) utilizam a função loadMovie. O que isso quer dizer? Simples, o google chega até a porta de sua casa mas não consegue entrar por que não sabe abrir a fechadura.

Google Analytics não salva dados de acesso das páginas internas

Redondamente enganado quem fala isso. Chego a acreditar que o Flash expande o uso do analytics. Ano passado precisei provar estatisticamente para um cliente que ninguém gosta de site com música de fundo (você que está lendo sabe o que estou falando). “Perguntei” ao Google e ele me passou uma classe em actionscript que resolvia esse problema. Com ela eu conseguia até gerar estatísticas se o cursor ficou sobre um determinado lugar e quanto tempo ficou ali.

Hoje as soluções são muito mais completas, vale a pena acessar este tutorial: http://active.tutsplus.com/tutorials/seo/quick-tip-how-to-use-google-analytics-for-tracking-in-flash/

Prejudica o uso do Google adWords

Esse ponto tem suas verdades (não deixa de ser uma solução engendrada). Configurar o endereço de resultado para uma página em Flash padrão não vai surtir o efeito da campanha. Isso é fácil de resolver, colocando o conteúdo textual da campanha “por trás” do flash (usando javascript + css) e usando o componente do tutorial que citei anteriormente. A dica é simples: mantenha seu conteúdo visível ao google(fora do flash) e gere estatísticas de retorno/acesso.

Lentidão no carregamento do conteúdo

Isso é um reflexo direto de não contratar um bom profissional. “Muleques” no Flash colocam todo o conteúdo num único arquivo SWF. Sabe o que isso quer dizer? O internauta só queria acessar o link contato (para saber o telefone da empresa) e era OBRIGADO a carregar todo o conteúdo do site (incluindo imagens dos produtos).

Dividir cada link em arquivos SWF individuais e carregar as imagens via loadMovie resolvem por completo esse problema.

Dispositivos móveis não visualizam corretamente ou não visualizam

Outro ponto que concordo totalmente. Apesar das iniciativas da Adobe para o Windows Phone, do  android suportar o Flash e do “pessoal” no iPhone criar o frash (com R mesmo), a grande maioria dos dispositivos realmente não suportam o Flash.

Conclusão

Sabe aquele atleta olímpico que falha bem na hora errada? Por exemplo, cai de bunda na sua apresentação nas olimpíadas e perde a medalha? Eu sei exatamente o que passa na cabeça dessa pessoa: Me esforcei tanto, aprendi tanto, fiz tanta coisa para ter que recomeçar tudo? Re-aprender minha profissão? Mais 4 anos?

Eu particularmente adoro o Flash, dentro do SWF tenho total liberdade de diagramação e de efeitos especiais (Convido você novamente a acessar a introdução deste site). É indiscutível que, usando o flash, a experiência é muito mais imersiva (clique com o botão direito em qualquer “realidade aumentada” e veja em qual programa ele esta sendo exibido).

Vamos exorcizar a internet do flash? Não sei mesmo! Alguns, durante toda a nossa história, tentaram impor seu ponto usando a força ou pressão comercial. Mas vamos combinar uma coisa? Daqui a 1 ano (Exatamente 16/07/2011) todo mundo volta aqui para comentar?

4 Comentários para “Flash é o agente do “demônho””

  1. Joabe disse:

    Eu estudei o Flash por uns dois anos, um dia eu pensei na possibilidade de se criar websites acessíveis para deficientes visuais, então tive um monte de idéias, todas usando Flash. Só que indo mais fundo descobri os Padrões Web, vi um monte de gente com muito mais conhecimento do que eu falando no quanto Flash era ruim para acessibilidade e como era fácil deixar um site acessível usando HTML. Li sobre todas as outras vantagens do HTML e acabei desistindo do Flash.

  2. Pedro Lamin disse:

    Vc abriu um ponto importante e polêmico! Informar ou vender! Levar a informação a todos ou visualmente vender seu produto aqueles que podem pagar. Tema perfeito para próximos posts.

  3. Grande Pedro! Como vai essa vida? Primeiramente deixa eu dizer que o design aqui do teu site tá perfeito! Eu tava aqui reorganizando uns arquivos (bem) antigos e comecei a lembrar do início da profissão, fabricadesie, etc e lembrei: deixa eu ver o site do pedro, ele tá sempre mudando rsss

    Muito interessante ver você discutindo o flash. Lá nos idos de 2003, quando eu ainda aprendia a usá-lo, vc me ajudou bastante com suas dicas (e boa vontade rs).

    Particularmnte, lamento muito que o flash esteja desaparecendo ou reduzindo-se à publicidade. É uma grande ferramente cujo potencial para a web já é desconhecido da maioria dos usuarios. Mas a seleção natural é assim mesmo, cruel, seja na natureza, seja no meio mais artificial. E eis que o flash será visto num futuro não muito distante como apenas uma tentativa que não deu certo. Lamento não só pelas possibilidades quanto ao design e animações, como por, sendo webdesigners, termos um amplo conhecimento sobre a ferramente que terá cada vez menos valor.

    Antigamente as palavras de ordem na internet eram design, efeitos, enfim, um site era um produto digital e tinha que ser “bonito”. Hoje as palavras de ordem são acessos, google, SEO, simplicidade. E os sites mais toscos são os que mais geram dinheiro. E a nós, resta-nos saber nos adaptar, para não sumirmos nessa selva digital.

    Bom, sucesso aí!
    Ronaud

  4. E ae Pedrinho, sempre que te vejo fico feliz e mais feliz em ver o seu trabalho, como sempre de primeira.
    Cara sabe que eu tbm gosto do Flash, estéticamente acho mais bonito mas já me rendi ao HTML, enfim, precisamos faturar R$, R$, R$, e tem um tal de google que nos ajuda a fazer isso e infelizmente ele não vai muito com a cara do Flash.

    Grande Abraço,
    Marcelo Fernandes.

    ps: se precisar de fotógrafo, sabe onde procurar.

Comentários



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No fim dos anos 90, o que para muitos era novidade, para Pedro Lamin já era um meio de ganhar a vida. Enquanto seus alunos de informática hesitavam entre teclas, tropeçavam em planilhas e desconfiavam da internet, para ele, um mundo ilimitado surgia.

Criatividade, senso estético e uma pitada de nerdice fizeram com que sua vocação para mídias digitais logo se tornasse profissão. Satisfação compartilhada em família.


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